Decisão foi tomada em reunião idealizada pelo prefeito de Santa Helena, João Alberto Vieira Rodrigues. Os municípios da região Sudoeste de Goiás decidiram pela adesão em bloco ao decreto de isolamento 14×14 proposto pelo governador Ronaldo Caiado, mas vão esperar alguns dias Em reunião idealizada pelo prefeito de Santa Helena, João Alberto Vieira Rodrigues, os municípios da região Sudoeste do estado de Goiás decidiram, nesta terça-feira (30/6), pela adesão, em bloco, ao decreto de isolamento 14×14 proposto pelo governador Ronaldo Caiado embasado em estudo realizado pela Universidade Federal de Goiás. A decisão acata pedido do Ministério Público Estadual de ampla divulgação, para dar conhecimento a população da decisão dos gestores e oferece o tempo necessário para as adequações em cada cidade. Do bloco de municípios do Sudoeste, somente Santa Helena já adotou o fechamento de 14 dias previsto no decreto estadual. Os demais prefeitos observam que esta é a semana de pagamento dos servidores e trabalhadores em geral e o tempo até segunda-feira para aderir ao decreto dará oportunidade a todos de fazer um planejamento adequado para o período. A definição também considera o fato da cidade de Rio Verde já adotar o isolamento 14×14 e iniciar o período de fechamento do comércio na próxima segunda, assim, aderir ao decreto nesta semana motivaria um possível deslocamento de consumidores, provocando com isso aglomerações naquele município. “O município de Sanda Helena se preparou para a pandemia e já tínhamos adotado a maioria das medidas previstas no decreto estadual”, explica o prefeito João Alberto Vieira. A videoconferência que definiu pela adesão ao decreto estadual a partir da próxima segunda-feira, dia 6 de julho, na região Sudoeste do estado, contou com a participação do presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM), Paulinho Sérgio de Rezende (Paulinho, prefeito de Hidrolândia) e do vice-presidente da AGM e prefeito de Cachoeira Alta, Kelson Vilarinho. O assessor jurídico da entidade, Sérgio Siqueira, esclarece que a orientação é para que os prefeitos “adotem pareceres técnicos e estudos científicos ao definir qualquer ação contra o coronavirus, tanto faz para as medidas necessárias para o combate como também, fundamentação para discordar do que for possível das normas gerais para o enfrentamento da emergência de saúde pública. “Cada município pode legislar concorrentemente e resolver as questões locais, mas isso deve ser feito com prudência, cautela e fundamento científico para que não assuma futura responsabilização por qualquer eventual erro ou culpa nas execuções das medidas adotadas”, explicou Sérgio Siqueira. Extremo Sudoeste Os municípios que integram a Associação dos Municípios do Extremo Sudoeste de Goiás (Amesgo) estão discutindo o assunto e pretendem tomar uma decisão de forma unificada. O prefeito de Rubiataba, José Luiz, que é médico, afirma que o simples fechamento de atividades “não resolve e não surte os efeitos desejados”. “Cada município é um caso. O que temos que incrementar é a adoção de medidas preventivas de contágios, seguindo métodos adotados em outros países, como na Espanha”, observa.

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