Cresce a preocupação com o uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes brasileiros
Especialistas alertam para os riscos do vape à saúde e defendem ações de prevenção entre jovens menores de 15 anos
Por Redação IndiaraNews
O aumento do uso de cigarros eletrônicos, conhecidos popularmente como vapes, entre adolescentes tem preocupado profissionais de saúde, educadores e autoridades em todo o Brasil. Embora muitos jovens acreditem que esses dispositivos sejam menos prejudiciais do que o cigarro tradicional, especialistas alertam que o consumo pode trazer sérios riscos, especialmente para menores de 15 anos, fase em que o organismo ainda está em desenvolvimento.
Os cigarros eletrônicos funcionam por meio do aquecimento de um líquido que pode conter nicotina, aromatizantes e outras substâncias químicas. Ao serem inalados, esses componentes podem afetar o sistema respiratório, cardiovascular e o desenvolvimento cerebral dos adolescentes.
Médicos explicam que a nicotina é altamente viciante e pode alterar áreas do cérebro relacionadas à memória, aprendizagem, atenção e controle das emoções. Quanto mais precoce o contato com a substância, maior tende a ser o risco de desenvolver dependência.
Outro fator de preocupação é a facilidade de acesso aos dispositivos e a variedade de sabores disponíveis, que acabam tornando o produto mais atrativo para o público jovem. Especialistas alertam que muitos adolescentes começam a utilizar o vape por influência de amigos, redes sociais ou pela falsa impressão de que o produto é inofensivo.
Além da dependência química, o uso frequente pode provocar tosse persistente, irritação nas vias respiratórias, falta de ar e aumento do risco de doenças pulmonares. Estudos também investigam possíveis efeitos a longo prazo relacionados ao uso contínuo dos dispositivos eletrônicos para fumar.
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Profissionais da saúde reforçam que o diálogo entre pais, responsáveis e escolas é uma das principais estratégias para prevenir o consumo entre adolescentes. Informar os jovens sobre os riscos e estimular escolhas saudáveis pode contribuir para reduzir o número de novos usuários.
No Brasil, a comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos permanecem proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar disso, os dispositivos ainda são encontrados de forma irregular, principalmente pela internet e em pontos de venda clandestinos, o que reforça o desafio das autoridades no combate ao comércio ilegal.
A orientação dos especialistas é que adolescentes que já fazem uso do vape procurem apoio junto aos pais ou responsáveis e busquem orientação de profissionais de saúde para interromper o consumo e evitar prejuízos futuros.
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